Justiça condena empresa a pagar R$ 20 mil a ex-funcionária que teve vídeo íntimo vazado no Acre

  • 26/02/2026
(Foto: Reprodução)
Imagens captadas por câmeras de segurança foram vazadas por colega de trabalho Reprodução / Internet Uma mulher que teve um vídeo íntimo vazado de uma câmera de segurança do local em que trabalhava, em Rio Branco, vai receber uma indenização de R$ 20 mil por danos morais, conforme decisão do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 14ª Região (RO/AC). Ela integrava a empresa de telemarketing Contax, na capital acreana, e, em julho de 2022, as imagens foram divulgadas em grupos de aplicativos de mensagem. À época, a mulher sofreu ataques nas redes sociais e também perdeu o esposo, que cometeu suicídio após a repercussão do caso. Mesmo abalada, a vítima resolveu ingressar com o processo sob a alegação de que a empresa não adotou providências eficazes para impedir o compartilhamento do vídeo, que ela atribui a um ex-colega. O g1 entrou em contato com a Contax, que preferiu se manifestar posteriormente. 📲 Participe do canal do g1 AC no WhatsApp 1,5 milhão de mulheres tiveram fotos ou vídeos íntimos divulgados na internet As informações foram confirmadas ao g1 pela defesa da vítima. O advogado Acelon Dias disse que a empresa tem o dever jurídico de garantir ambiente de trabalho seguro e respeitoso. "Quando há violação desses direitos no contexto laboral, pode haver responsabilização, independentemente da natureza íntima do fato", destacou. LEIA MAIS: Polícia investiga vazamento de fotos e vídeos íntimos na internet de mulheres em Rio Branco Polícia investiga vazamento de vídeos íntimos entre professor e pastor no Acre: 'Não sabia que estava sendo gravado', diz advogado Meninas fazem 'exposed' e denunciam coronel da PM por assédio no Acre; corregedoria apura Segundo o processo, a mulher chegou a pedir demissão da Contax por conta da exposição pública. Conforme a sentença, a Justiça ainda reconheceu como nulo o pedido de desligamento da vítima, entendendo que ocorreu sob forte abalo psicológico e pressão devido aos acontecimentos anteriores envolvendo sua imagem. (Entenda mais abaixo) De acordo com a relatora do processo, a desembargadora Vania Maria da Rocha Abensur Monteiro, houve omissão da empresa ao não adotar medidas eficazes pelo compartilhamento das imagens. O caso segue em investigação pela Polícia Civil e pelo judiciário acreano. Demissão anulada Ainda de acordo com o processo, a vítima contou que no dia do ocorrido se sentiu mal no trabalho, momento em que se dirigiu à enfermaria da empresa para sinalizar que iria para casa. Contudo, ao sair, permaneceu no estacionamento. Já no dia seguinte, ao retornar à empresa, a mulher conta que o colega, que era coordenador na empresa, insinuou a existência de imagens comprometedoras dela, afirmando ainda que ela poderia ser demitida por justa causa por conta do vídeo, que já circulava nos grupos. Conforme a vítima, ele sugeriu um acordo para que ela pedisse demissão com a promessa de que seria readmitida. Ela atribui a este colega a divulgação das imagens. Ao decidir sair da empresa, ela buscou uma forma para que tivesse acesso a valores rescisórios. Contudo, sob forte abalo emocional, segundo ela, acabou aceitando o que foi proposto pela empresa. Após anular o pedido de desligamento, o TRT também condenou a Contax ao, além da indenização, pagamento de verbas rescisórias, multa conforme o artigo 477 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e multa de 40% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Reveja os telejornais do Acre

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/02/26/justica-condena-empresa-a-pagar-r-20-mil-a-ex-funcionaria-que-teve-video-intimo-vazado-no-acre.ghtml


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