A doença que não dói: nova era no cuidado restaura possibilidades para gordura no fígado
(Foto: Reprodução) Divulgação
Silenciosa¹ e muito mais comum do que parece, a gordura no fígado, também chamada de esteatose hepática, voltou ao centro do debate com os avanços da ciência sobre o tratamento da doença. Estimativas indicam que cerca de um em cada três adultos no país pode ter a condição, proporção que chega a ser muito maior entre pessoas com excesso de peso e diabetes². A preocupação: sem cuidado, o quadro pode evoluir para complicações graves³. A boa notícia: uma nova era de abordagens de cuidado direcionado traz evidência robusta de que é possível mudar essa realidade.
Mas por que o tema parece estar na moda? “A compreensão do excesso de peso como doença crônica e a chegada de novas possibilidades de tratamento eficaz ampliaram o foco para órgãos-alvo, como o fígado”, esclarece Fernanda Canedo (CRM/PR 38481), hepatologista e gerente médica da Novo Nordisk, multinacional farmacêutica. “A esperança vem do que aprendemos na última década. Hoje falamos em novas abordagens de cuidado direcionado baseadas em ciência, do acompanhamento multidisciplinar e programas estruturados de mudança de estilo de vida a opções terapêuticas com evidência clínica para controle do peso e de doenças associadas. São estratégias que, quando bem indicadas e monitoradas, apresentam novos resultados e benefícios indiscutíveis aos pacientes”, ressalta.
Condição silenciosa
O fígado sofre em silêncio, pois esse órgão não possui terminações nervosas de dor como outras partes do corpo⁴. Na maioria das pessoas, a gordura vai se acumulando por anos, sem provocar sintomas claros. A hepatologista adverte que, quando algum desconforto aparece, como cansaço ou sensação de peso abdominal, muitas vezes, a doença já está em estágio mais avançado¹.
Quanto mais cedo, melhor: como identificar e cuidar da gordura no fígado
Não esperar pelos sintomas: exames de sangue, ultrassom, testes não invasivos de fibrose (como o FIB-4) e elastografia ajudam a identificar a gordura no fígado e estimar riscos a partir de dados simples;
Buscar cuidado personalizado: o acompanhamento contínuo com um médico, com metas realistas, faz a diferença. Mesmo perdas de peso modestas já trazem benefício clínico mensurável para o fígado;
Somar novas abordagens ao cuidado: há tratamentos com evidência científica que não substituem dieta e mudanças no estilo de vida, mas podem ajudar quando bem indicados pelo médico.
Os sinais de alerta, segundo a especialista, passam por fatores de risco conhecidos, como excesso de peso, circunferência abdominal aumentada, pré-diabetes e diabetes tipo 2, colesterol e triglicerídeos elevados, apneia do sono e histórico familiar³ de problemas no fígado. “O recado é simples: nesses casos, vale conversar cedo com o médico, mesmo que você se sinta bem”, aponta a hepatologista. Importante sempre consultar um profissional de saúde.
7 sinais para conversar com o médico
Um ou mais fatores de risco, como excesso de peso, circunferência abdominal aumentada, pré-diabetes ou diabetes tipo 2, colesterol e triglicerídeos elevados, apneia do sono, hipertensão, histórico familiar de gordura no fígado ou cirrose³;
Alterações em exames de rotina: testes hepáticos (TGO/AST, TGP/ALT, GGT) alterados ou achados incidentais de esteatose hepática em ultrassom¹, independente do grau;
Cansaço persistente sem explicação aparente¹;
Aumento da circunferência abdominal mesmo sem grande ganho de peso³;
Ronco alto e pausas na respiração durante o sono, que são sintomas de apneia do sono⁶;
Sinais de resistência à insulina, como acantose nigricans (manchas escurecidas na pele, geralmente no pescoço ou axilas)¹;
Consumo de bebidas alcoólicas: mesmo quando o álcool não é a causa principal, ele pode agravar o quadro. Vale conferir o padrão de consumo com o médico⁶.
O alerta é importante, pois grande parte dos casos aparece “por acaso”, em exames de rotina ou em ultrassom solicitado por outro motivo⁵ . E, sem cuidado, casos mais graves podem evoluir para câncer e necessidade de transplante, e riscos além do fígado, incluindo problemas no coração⁵ .
O papel da ciência e da inovação
Com décadas de pesquisa em doenças metabólicas e investimento contínuo em inovação, a Novo Nordisk atua para transformar conhecimento científico em soluções de saúde. A companhia dinamarquesa com atuação global destaca a importância de novas abordagens de cuidado direcionado baseadas em ciência e do acesso a opções de tratamento com evidência clínica, que podem apoiar médicos e pacientes no manejo do risco metabólico e da gordura no fígado.
“Seguimos apostando continuamente em inovação para ampliar essas possibilidades. Sem substituir a orientação médica, nosso papel é contribuir com ciência, educação e opções para impulsionar mudanças em saúde que façam a diferença na vida das pessoas", finaliza Canedo.
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BR26NNM00025 / Fevereiro 2026
Material destinado a público geral.
Referências:
1. Chalasani N, Younossi Z, Lavine JE, et al. AASLD Practice Guidance on the clinical assessment and management of non-alcoholic fatty liver disease. Hepatology. 2023;77(5):1797-1835.
2. Younossi ZM, et al. Global epidemiology of nonalcoholic fatty liver disease. Hepatology. 2023 Apr;77(4):1335–1347.
3. European Association for the Study of the Liver (EASL); European Association for the Study of Diabetes (EASD); European Association for the Study of Obesity (EASO). EASL–EASD–EASO Clinical Practice Guidelines on the management of metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease (MASLD). J Hepatol. 2024;81(1):126–180.
4. Treede RD, Rief W, Barke A, et al. Chronic pain as a symptom or a disease: the IASP Classification of Chronic Pain for the ICD-11. Pain. 2019;160(1):19–27.
5. Younossi ZM, Golabi P, de Avila L, et al. The global epidemiology of NAFLD and NASH in patients with type 2 diabetes: a systematic review and meta-analysis. J Hepatol. 2019;71(4):793–801.
6. Musso G, Cassader M, Olivetti C, Rosina F, Gambino R. Association of obstructive sleep apnoea with the presence and severity of non-alcoholic fatty liver disease: a systematic review and meta-analysis. Hepatology. 2013;57(3):1396–1407.
7. McPherson S, Hardy T, Dufour JF, et al. Age as a confounding factor for the accurate non-invasive diagnosis of advanced NAFLD fibrosis. Hepatology. 2017;65(5):1455–1465.
8. Vilar-Gomez E, Martinez-Perez Y, Calzadilla-Bertot L, et al. Weight loss through lifestyle modification significantly reduces features of NASH and fibrosis. Gastroenterology. 2015;149(2):367–378.FONTE: https://g1.globo.com/especial-publicitario/novo-nordisk-br/noticia/2026/03/12/a-doenca-que-nao-doi-nova-era-no-cuidado-restaura-possibilidades-para-gordura-no-figado.ghtml